Alma Mundi · by MiróGil
Calculadora 5x2
O que o fim da escala 6x1 vai pedir à sua operação
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A sua casa está nessa metade?

Quase metade dos trabalhadores com carteira do seu setor está hoje em escala 6x1.

52,0%Hospedagem
47,1%Alimentação
42,2%Comércio

Levantamento do DIEESE divulgado em maio de 2026: 14,8 milhões de pessoas — mais de uma em cada três dos 39,4 milhões de empregados com carteira (PNAD/IBGE, agosto de 2026).

A escala 6x1 acabou por lei. Para fazer exatamente o mesmo, você vai precisar de mais gente. Ninguém passa a ganhar mais. São mais pessoas.
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Responda quatro perguntas.

Leva menos de um minuto. Sem cadastro, sem e-mail, sem espera.

Comece aqui
Só quem hoje trabalha em 6x1.
O que está no contrato, antes dos descontos. Não é o que a pessoa recebe na conta — os encargos somamos nós.
Manhã, tarde, noite, madrugada — cada um com a sua equipe.
Dias em que a casa não abre ao público.
Muda só os encargos: no Simples, o INSS patronal já está dentro do DAS.
Vale-transporte, refeição, plano de saúde. Em branco, usamos 14% do salário — a média que já está nos encargos.
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A conta

O que a lei pede à sua operação, se nada mudar.

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Isto começa em dezembro.

Começa em 2 meses, não em 14 — dois meses depois da publicação da emenda, que foi promulgada em 16 de outubro de 2026.

A semana de cada pessoa, antes e depois

Por pessoa, em média: 52 semanas ÷ 12 meses. O salário é o mesmo nas três colunas — o que muda é quantos dias e quantas horas ele compra.

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Este é o pior cenário. Não é o destino.

O número acima assume que nada muda: os mesmos lugares, os mesmos horários, todos os dias. Olhando a operação lugar a lugar, quase sempre dá para precisar de menos.

O que dá para fazer

Fechar um dia

Onde a casa aguenta fechar, a lei deixa de custar. Custa a receita desse dia.

Folguista compartilhado

Uma pessoa cobre as folgas de vários lugares do mesmo cargo.

Hora extra na sobra

Só na fração de pessoa que sobra da conta, dentro do limite legal.

Redesenhar o dia

A jornada cresce 40 minutos. Às vezes chega para cobrir o horário com menos gente.

Nenhuma destas demite ninguém, e nenhuma se decide com quatro números. É esse o trabalho da versão completa desta calculadora: o resultado não é um número, é uma lista do que fazer, por ordem de efeito.

Na versão completa:

  • Sua operação, setor a setor, com os seus salários — ou um modelo pronto para restaurante, bar, hotel, pousada, parque e loja
  • Quatro caminhos para precisar de menos gente — fechar dias, folguista, hora extra, terceirização — com o efeito de cada um ao vivo, e quando não compensam
  • O quadro do dia: quantas jornadas são precisas para cobrir o horário de cada setor, hoje e com a lei — e o custo no preço de cada prato ou diária
  • Custo mês a mês e um PDF para levar à diretoria
Antes de contratar

Quantas pessoas a sua operação precisa?

Instale como app

Esta calculadora pode ser instalada como um app, sem loja e sem cadastro — um ícone na tela inicial do celular, pronto para a reunião.

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Perguntas frequentes sobre o fim da escala 6x1

As respostas curtas. Os números são os desta calculadora; a lei é a Emenda Constitucional 141/2026.

O fim da escala 6x1 já foi aprovado?

Sim. A PEC 221/2019 foi aprovada na Câmara em 27 de maio de 2026 e no Senado em 14 de outubro de 2026 (75 votos a 1, em dois turnos), e o Congresso promulgou a Emenda Constitucional 141 em 16 de outubro de 2026. A emenda assegura dois dias de descanso semanal remunerado e reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas, sem redução de salário.

Quando começa a valer a escala 5x2?

Em duas fases, contadas da publicação da Emenda Constitucional 141. Dois meses depois — por volta de 16 de dezembro de 2026 — toda pessoa passa a ter dois dias de folga por semana e a jornada máxima cai para 42 horas. Aos 14 meses — por volta de 16 de dezembro de 2027 — a jornada chega a 40 horas semanais. É a primeira fase que exige mais gente: a segunda só muda o tamanho do dia.

Quantas pessoas a mais vou precisar com o fim da escala 6x1?

Cerca de 20% a mais, se a operação continuar a abrir os mesmos dias. Uma pessoa em escala 6x1 trabalha 6 dias em cada 7; em 5x2, trabalha 5. Para cobrir o mesmo lugar são precisas 6 ÷ 5 = 1,20 pessoas. Como não se contrata meia pessoa, o número real arredonda para cima turno a turno — e numa operação pequena pode passar de 20% para 25% ou mais.

Quanto custa o fim da escala 6x1 para a minha empresa?

O salário de cada pessoa não muda: o custo é o das pessoas a mais. A conta é: pessoas a mais × salário médio × multiplicador de encargos (cerca de 1,80 no Lucro Presumido ou Real, e cerca de 1,47 no Simples Nacional, onde o INSS patronal já está dentro do DAS). Uma operação de 60 pessoas em 3 turnos, com salário médio de R$ 2.500, precisa de 12 pessoas a mais: cerca de R$ 54 mil por mês, R$ 648 mil por ano.

Compensa contratar ou pagar hora extra?

Quase sempre compensa contratar. Cobrir com hora extra o trabalho que a lei tira custa pelo menos 50% a mais por hora (ou o adicional da sua convenção coletiva, que a calculadora deixa escolher) e exige que quase toda a equipe faça perto de 1h40 extra todos os dias, dentro do teto legal de 2 horas (CLT, art. 59) e com compensação no mês. A hora extra só fica mais barata em operações pequenas, onde arredondar para cima pesa muito, e serve melhor para cobrir a fração de pessoa que sobra da conta, não a conta inteira.

Como reduzir o custo do fim da escala 6x1 sem demitir?

Fechar dias é a única saída que reduz o número de pessoas em vez de encarecer cada uma: quem hoje abre 6 dias e passa a abrir 5 precisa exatamente das mesmas pessoas de antes (1,20 × 5/6 = 1,00); quem abre 7 e fecha 1 cai de +20% para +2,9%. As outras saídas são o folguista compartilhado entre lugares do mesmo cargo, a hora extra só na fração que sobra da conta, e redesenhar o dia — a jornada diária cresce 40 minutos e às vezes cobre o horário com menos gente.

O fim da escala 6x1 vale para o Simples Nacional, para o 12x36 e para quem já folga dois dias?

A emenda vale para todos os regimes tributários; o que muda no Simples é o multiplicador de encargos, menor porque o INSS patronal está dentro do DAS. A escala 12x36, os turnos ininterruptos de até 6 horas e quem já folga dois dias por semana não precisam de mais gente. Convenções coletivas podem alterar o resultado, e prestadoras de serviço à administração pública têm 12 meses para encerrar a escala 6x1.

Qual é a diferença entre a versão grátis e a versão completa da Calculadora 5x2?

A grátis responde com quatro perguntas, sem cadastro: quantas pessoas a mais, quanto custa, contratar ou hora extra, e quando. A completa descreve a operação setor a setor e cargo a cargo — ou parte de um modelo pronto para restaurante, bar, hotel, pousada, parque e loja —, calcula as quatro saídas ao vivo e por ordem de efeito, mostra o quadro do dia, a sazonalidade, o custo no preço de cada prato ou diária, e gera um PDF para levar à diretoria. Custa de R$ 190 a R$ 2.490 conforme o tamanho da operação, em pagamento único.